Artista Selecionados

Aurélia Jaubert

Tal como a 3éme âge, le retour d’Ulysse, recém-premiada na Trienal de Tapeçaria de Łódź, na Polónia, Nativité é composta por centenas de peças de tela recolhidas aqui e ali.
Colocadas juntas como uma colagem, costuradas numa espécie de patchwork, essas telas formam um grande fresco.
Um fresco que pode ser descrito como “pop”, pois consiste em múltiplas referências ao imaginário popular e à história da arte: um verdadeiro lugar de memória!
Animais e personagens evoluem em paisagens variadas e diferentes profundidades de campo.
Muitas referências à história da arte e ao imaginário popular estão presentes nesta tapeçaria:
Chardin pode encontrar Cézanne ou a leitora de Fragonard, uma Virgem Maria casa-se de novo com um bombeiro, numa vasta confusão de representações, grande borbulhar anárquico mas muito orquestrado.
Uma nova paisagem é construída onde todos os estilos e todas as gerações coexistem, sem limites de tempo, género ou espaço, e onde tudo se mistura para se tornar um. Nascimento de um novo território exuberante feito de memória, no qual todas as fronteiras geográficas e artísticas são abolidas.
Esta obra, que também pode ser descrita como coletiva, já que tantas pequenas mãos contribuíram para ela, é uma homenagem a todas essas mulheres desconhecidas e suas “obras de senhora”.

Like 3éme âge, le retour d’Ulysse, just awarded at the Łódź Triennial Tapestry in Poland, Nativité is composed of hundreds pieces of canvas collected here and there.
Assembled together like a collage, sewn into a sort of patchwork, these canvas form a large fresco.
A fresco that can be described as “pop” since it consists of multiple references to popular imagery and art history: a real place of memory!
Animals and characters evolve in varied landscapes and different depths of field.
Many references to the history of art and popular imagery are present in this tapestry:
Chardin can meet Cezanne or the Fragonard reader Lady, a Virgin Mary remarries a fireman, in a vast confusion of representations, great anarchic but very orchestrated bubbling.
A new landscape is built where all styles and all generations coexist, without limits of time, gender or space, and where everything is mix to become one. Birth of a new exuberant territory made of memory, in which all geographical and artistic boundaries are abolished.
This work, which could also be described as collective since so many small hands have contributed to it, pays homage to all these unknown women and their “works of lady”.

Aurélia Jaubert

França / France

n.1967, France.
A artista expressa-se através da tapeçaria, fotografia, desenho, escultura e todas as diferentes ferramentas que a criação plástica oferece. Processar elementos que parecem inúteis ou danificados são um motivo comum na arte de Jaubert.
Vive em Paris e Joucas, França.

b.1967, France.
The artist expresses herself through tapestry, photography, drawing, sculpture and all the different tools that the plastic creation offers. Processing elements that seem useless or damaged are a common motif in Jaubert’s art.
Lives in Paris and Joucas, France.