Magic Carpets

Paulina Almeida

WOMB UMA INSTALAÇÃO AUTO-ETNOGRÁFICA

WOMB é uma instalação composta por seções que não têm configuração específica, incluindo apenas comprimentos de silêncio.
É uma experiência de um-para-um, em que os espectadores tomam o seu tempo para ouvir e contemplar uma auto-exploração da história da família da artista, ligada à tradição têxtil por parte do seu pai e do seu nascimento no Convento dos Capuchos, onde foi testado o primeiro parto sem dor em Guimarães, no ano de 1978.
Preâmbulo:

WOMB significa literalmente 280 dias de isolamento. Durante esse tempo, preparamos o nosso corpo para iniciar a jornada da vida.
Neste exato momento lidamos com profundas reflexões sobre a existência humana e como nos transformaremos após os últimos meses de isolamento.
Propõe-se a fabricação uma máquina dobrada num tecido velho, herança deus meus ancestrais e uma paisagem sonora que evolui num diálogo, a partir dos monólogos da minha mãe e do meu pai sobre seu passado.
Será mais justo dizer que é uma apresentação muito subjetiva do nascimento, dando ao público uma visão de um caso particular, refletindo o meu estado enquanto estive em contato com informações específicas recolhidas no local.
A contemplação e discussão dos significados de isolamento e de nascimento são proeminentes e, embora não havendo narrativa ou linha do tempo estrita, isto liga-me diretamente ao lado feminino da minha família.
A contextualização do sujeito é claramente tratada pelo local de nascimento, o hospital, Convento dos Capuchos, a era da industrialização dos têxteis, entre 1930 e 1986 descrita e testemunhada, pelo lado paterno da família, enquadrada na atual situação de pós-isolamento, 2020.

Agradecimentos: Avó Elvira pela doação do tecido de linho, guardado e doado de geração em geração.

Ficha técnica:
Ideia, Conceito e concepção: Paulina Almeida
Textos em gravação: Amélia Fernandes e José Almeida
Materiais: Linho (tecido em tear tradicional, pela bisavó da artista em 1890), fio de metal e braço robótica, sensores e sistema de amplificação sonora)
Gravação, composição e ecologia da paisagem sonora: Pedro Pestana, Francisca Rocha Gonçalves e Paulina Almeida
Execução Técnica do Sistema eletrónico: Bernardo Santos/VivaLab
Implementação: Ron van Roosmalen
Desenho técnico: Iwo Borkowicz

WOMB AN AUTO-ETHNOGRAPHIC INSTALLATION

The WOMB will be an installation made up of combinations that do not have configuration specifications, including only silence.
It is a one-to-one experience, in which viewers take time to listen and contemplate an automatic exploration of a story from my family, a textile story by my father and my birth at Convento dos Capuchos, where the first painless childbirth was tested in Guimarães, 1978.
Preamble:

WOMB literally means 280 days of isolation. During that time, we prepare our body to begin the journey of life.
In this exact moment we deal with deep reflections on the human presence and how we will transform after the last few months of isolation.
The proposal for the biennial is to manufacture a machine folded in old fabric, a heritage from my ancestors and a soundscape that evolves on a dialogue, of my mother and father’s monologues about their past.
It may be fairer to say that it is a very meaningful presentation of the birth, giving the audience a view of a particular case, reflecting on my state while in contact with specific information collected on the spot.
A contemplation and discussion of the meanings of isolation and birth are prominent and, although it has no strict narrative or timeline, it is the link directly to the feminine side of my family.
The subject’s contextualization is clearly treated by the place of birth, the hospital, Convento dos Capuchos, an era of the textile industrialization, between 1930 and 1986, because the records and witnesses, on the father family side, framed in the current situation of post-isolation, 2020.

Acknowledgments: Grandmother Elvira for donating the linen fabric, kept from generation to generation.

Datasheet:
Idea, Concept and conception: Paulina Almeida
Recording texts: Amélia Fernandes and José Almeida
Materials: Linen, (woven in traditional loom, by the artist’s great-grandmother in 1890), metal wire and robotic arm, sensors and sound amplification system)
Recording, composition and ecology of the soundscape: Pedro Pestana, Francisca Rocha Gonçalves e Paulina Almeida
Technical execution of the Electronic System: Bernardo Santos/VivaLab
Implementation: Ron van Roosmalen
Technical drawing: Iwo Borkowicz

Paulina Almeida

Portugal


Artista baseada em Águeda.
Trabalha com escultura social, dança, música, performance, circo, escrita e instalação. Concentra-se em conteúdos e conceitos culturais, sociais e políticos de sites específicos, como arte “útil” e participativa. Estudou na Escola Artística Soares dos Reis, ESMAE, Escola Superior de Música e Artes do espetáculo, Porto, ACE Academy especialização em Performance Contemporânea em Arte Pública, no quadro da Capital Europeia da Cultura do Porto 2001. Mestre em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. Atualmente trabalha como curadora e consultora para os municípios de Águeda e Aveiro, em Portugal. Currículo nacional e internacional.

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Artist based in Águeda.
Works with social sculpture, dance, music, performance, circus, writing and installation. Focuses on cultural-social-political site-specific contents and concepts as “useful” and participatory art. Studied at Soares dos Reis Artistic School, ESMAE, Superior School for Music and Performance Arts, Porto, ACE Academy for Contemporary Performance specialization in public art, on the frame of the Porto 2001 European Capital of Culture. Has an MA in Educational Sciences, by the Faculty of Psychology And Educational Sciences of the University of Porto. Currently works as curator and consultant for the municipalities of Águeda and Aveiro, in Portugal. Creates site-specific pieces nationally and internationally.